Neste ano, Paulo Freire, celebraria 100 anos e merece nossa homenagem!

"Paulo Freire, foi um adulto que não deixou morrer a sua “meninice” e, justamente por isso, nunca deixou de se inquietar com as “coisas” do mundo, de perguntar e perguntar-se, de sonhar, de amar, de acreditar na alegria e de encantar-se."

Desejamos hoje e sempre que os educadores possam se inspirar com Paulo Freire para dar continuidade nas suas ações com as crianças que podem ser parceiras na conquista de  uma sociedade melhor.

Sigamos em  Diálogos com seu legado!  

Parabéns Mestre!

PAULO FREIRE

A vida e a obra de Paulo Freire foram marcadas por sua clara opção a favor dos oprimidos. Nascido em uma região pobre do país - Recife, Pernambuco, em 1921 - ele pôde, desde cedo, observar as dificuldades de sobrevivência das classes desfavorecidas. Talvez daí tenha vindo a sua indignação contra as injustiças e seu grande desejo: a transformação da sociedade que, segundo ele, devia ser menos autoritária, discriminatória e desigual. 

A sua prática na educação, ou sua práxis educativa, como ele preferia chamar, foi sempre coerente com o seu sonho de democracia, desde os tempos de professor de escola, até aqueles em que passou a criador de ideias e "métodos", os quais assistiu serem reconhecidos e divulgados pelo mundo.
Fonte: https://www.paulofreire.org/paulo-freire-patrono-da-educacao-brasileira

 

ÍCONE CONSTELAÇÃO 

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Paulo Freire e as crianças: reflexões e olhares sobre a educação da infância

 

Em abril, embalaremos ao mundo a força das palavras de Paulo Freire através do Clube de livros para educadores, Diálogos Embalados.

Que honra! 

Isso mesmo, Paulo Freire, homenageado em inúmeras universidades brasileiras e estrangeiras, educador que mais recebeu título honoris causa e tem sua obra estudada em diversos centros educacionais nacionais e internacionais estará presente na Diálogos Embalados através do livro: Paulo Freire e a educação das crianças. (organizado por Marta Regina Paulo Silva e Jason Ferreira Mafra).

 

Compartilhamos com você alguns trechos do livro!   

 

(...) página 70

[...] A defesa da participação das crianças no rumo de sua vida se fez presente em outras de suas obras, demonstrando o respeito e a valorização que esse educador tem para com as várias formas pelas quais as crianças leem e dizem o mundo, o que não poderia ser diferente, haja vista sua crença nos seres humanos e sua defesa ao direito de todos e todas de dizerem a sua palavra.[...]

(...) página 77

[...] Nas palavras do educador: " Voltar-me sobre minha infância remota é um ato de curiosidade necessário" (2003b [1994],p.37). "Hoje, fincado nos meus setenta e dois anos e olhando para trás, para tão longe, percebo claramente como as questões ligadas à linguagem, à sua compreensão, estiveram sempre presentes em mim."(Id.,p.77). Vemos então em Freire 92003b[1994] um eterno "meninizar-se, o que sugere que a infância não  é apenas uma etapa cronológica, mas a própria condição da existência. É  ela que nos torna abertos ao mundo, curiosos, inquietos, criativos, capazes de pensar um outro mundo e dela sairmos transformados (LAROSSA),2004).Uma infância que não nos abandona.

(...) página 144

  "A carta abaixo, escrita por Paulo Freire a Loris Malaguzzi, educador italiano, já no ano de 1990, revela que há muito tempo Freire defendia a necessidade de escutar e valorizar os saberes das crianças:

Bom amigo Malaguzzi, 

Menino eterno, pede-me, antes de eu retornar ao Brasil, que escreva algumas palavras dedicadas à meninas e aos meninos italianos. Não sei se saberia dizer algo de novo a um tal pedido. O que poderia dizer ainda aos meninos e às meninas deste final de século? Primeira coisa, aquilo que posso dizer em função de minha longa experiência nesse mundo, é que devemos fazê-lo sempre mais bonito. É baseando-me em minha experiência que torno a dizer, não deixemos morrer a voz dos meninos e das meninas que estão crescendo. 
(Paulo Freire, abril, 1990. (FREIRE apud FARIA: SILVA, 2013)

Na ocasião, Loris Malaguzzi, idealizador da proposta para a Educação Infantil de Reggio Emilia, educador muito preocupado com a educação das crianças, que admirava e estimava nosso educador brasileiro, pediu a Paulo Freire que lhe escrevesse uma carta dedicada às meninas e aos meninos italianos (FARIA; SILVA, 2013). 

Paulo Freire escreve nessa carta - assim como ao longo de sua obra -, que precisamos fazer deste mundo um mundo sempre mais bonito. E nessa carta a Malaguzzi ele escreve que, para fazer esse mundo mais bonito, é preciso "não deixar morrer a voz dos meninos e meninas que estão crescendo."

Isso significa que, apesar de em seus escritos Freire não ter tido como foco a criança, a infância e a Educação Infantil, uma leitura cuidadosa e sensível de suas obras revela que ele, já há muitos anos, muitas vezes se referia também às crianças, parecendo encontrar nelas sua esperança em um mundo diferente, em um mundo sem violência, sem preconceitos, não excludente, não opressor; sua esperança em "um mundo mais bonito". (...)

 

ÍCONE CONSTELAÇÃO                                         

Quais destes livros de Paulo Freire você já leu?

 

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  "Homenageado em inúmeras universidades brasileiras e estrangeiras, é o educador que mais recebeu títulos honoris causa."

 

Estes foram outros prêmios recebidos pelo educador 

•Prêmio Rei Balduíno para o Desenvolvimento - Bélgica, 1980
• Prêmio Rei Balduíno para o Desenvolvimento - Bélgica, 1980
• Prêmio UNESCO da Educação para a Paz, 1986
• Prêmio Andres Bello como Educador do Continente - Organização do Estados Americanos, 1992.

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 QUEM FOI PAULO FREIRE? 

  Saiba mais...

Tornar o aluno capaz de ler o mundo para poder transformá-lo, esse é o principal papel da educação na visão de Paulo Freire (1921-1997). Em uma experiência na alfabetização de adultos em Angicos (RN), em 1963, o educador pernambucano teve a oportunidade de colocar suas ideias em prática pela primeira vez. Surgia assim o famoso método Paulo Freire.

Clique para assistir

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"POR e COM Paulo Freire - Tributo ao centenário" 

 

Nesta trilogia, foram convidados grandes nomes da educação brasileira e também personalidades da jornada de Paulo Freire, como Nita Freire, José Genoíno, Luiza Erundina, Maria Izilda dos Santos Matos, Laura Cymbalista, Aldaíza Sposatti, Sônia Kruppa, Jorge Kayano, entre outros.

Os episódios foram transmitidos no mês de fevereiro de 2021, sendo uma produção do Coletivo Paulo Freire com parceria do programa "Já Regou Suas Plantas" (Rádio Brasil Atual - 98.9 fm), em tributo ao centenário de Paulo Freire.


Acompanhe a trilogia clicando no link abaixo:


Ouvir

 

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À sombra desta mangueira

 

À sombra desta mangueira é uma lúcida análise de Paulo Freire sobre o contexto concreto do mundo nos fins do século XX. É um libelo contra a malvadez do neoliberalismo contida no seu fatalismo que nega a humanização e libertação dos seres humanos proclamando a “morte da História”, da utopia, do sonho. Reúne 16 ensaios de Paulo Freire, prefácio de Ladislau Dowbor e apresentação e notas de Ana Maria Araújo Freire.

 

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Visite também nossa página especial sobre o centenário de Manoel de Barros

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